domingo, outubro 12, 2003

Estatística

Duas notícias no mesmo Expresso (11/10/2003):

"Salários portugueses longe da UE: Os trabalhadores portugueses continuam a ser mais mal pagos que no resto da Europa"

Telemóveis: "O custo da ligação fixo-móvel vai aproximar-se da média europeia"

Portanto, em média, as notícias não são más, nem são novas. Mas aconselho que, por padrão, se faça um desvio por Espanha. Os salários do nosso vizinho aproximam-se da média europeia e os preços continuam baixos.



Do ponto de vista estatístico, podemos representar os preços e os salários em Portugal com uma curva de qui-quadrado, separados por uma linha vertical imaginária a meio da curva. A zona azul corresponde aos salários portugueses, enquanto a zona mais alta da curva reflecte as áreas em que já se praticam preços europeus.

Idealmente (digo eu), a curva seria simétrica, o que se consegue aumentando os "graus de liberdade". Para quem não percebe de estatística: a plena liberdade tem que ser temperada, nem muito fresca, nem muito quente. A curva mostra que a nossa liberdade está muito fresca (4 ou 5 graus), quando deveria estar, no mínimo, em uns 12 a 15 graus. Para ter mais graus de liberdade, basta aumentar a responsabilidade individual e perante a comunidade e a competência em todos os níveis das estruturas hierárquicas. Convém também relembrar alguns valores básicos.

Para os puristas: a interpretação destes conceitos estatísticos poderá ter sido excessivamente liberal, quiçá errada. Mas talvez possamos dizer o mesmo da realidade a que se aplica.