terça-feira, novembro 30, 2004

A mama

O Bloguítica acha que as audiências dos blogs "disparam" com as crises. Isto é uma parte da explicação.

É importante não esquecer a explicação lúdica. Há uma forte correlação entre audiência de blogs e disparate político. Quanto maior for o disparate, mais irresistível é a tentação de opinar sobre ele e de ler as opiniões dos outros.

Já em Julho escrevi aqui que "Este governo é uma sessão contínua de anedotas gastas e vai deixar no fim o fel amargo de divertimento rasca." (desculpem citar-me). O tempo encarregou-se rapidamente de confirmar as profecias da desgraça.

E aqui estamos, rindo de um governo de incubadora, vítima inocente dos maus tratos da família. Será que ainda esperaremos nove meses para que novo "bébé" ocupe a mama da República?

terça-feira, novembro 23, 2004

Máxima económica

Quem tem amor à camisola acaba de tanga.

O peso da sabedoria

Agora que as pastas foram substituídas por carrinhos de compras (o que revela a filosofia do seu enchimento), pergunto-me se o peso que os miúdos arrastam por aí não será inversamente proporcional ao nível de exigência da escola.

quarta-feira, novembro 17, 2004

Cortina de fumo

Curiosa coincidência, esta de um orçamento de Estado, arrasado por toda a gente (começando pelo Banco de Portugal), contraditório em função do ministro que dele fala e das circunstâncias em que o faz, curiosa coincidência, dizia, de o orçamento de Estado começar a ser discutido no "dia mundial do não-fumador" e de se anunciarem as proibições idiotas dos locais onde passará a ser proibido fumar.

Pergunto-me qual dos temas será servido hoje à mesa dos cafés, enquanto o outro é convenientemente sacudido para debaixo da mesa.

quinta-feira, novembro 11, 2004

Balanço

Loosers


Winners


New Challenger

terça-feira, novembro 09, 2004

Preconceitos

Assisti com alguma incredulidade a uma aula de Física dada por um professor de maneirismos (muito) efeminados.

É uma fusão estranha, aqueles gestos associados a um discurso sobre partículas e ondas electromagnéticas.

Pensava que esta comunidade só sabia falar sobre a sua sexualidade e de artes decorativas.

(Ok. Admito que ele me pareceu superior à média dos outros professores do curso.)

domingo, novembro 07, 2004

A grande farra

Almoços de colegas.
Jantares de amigos.
Aniversários.
Festivais de gastronomia.
A quadra natalícia.
As outras quadras.
As novas quadras.
O dia de...
O restaurante da moda (um novo cada semana).
O regresso de...
A partida para...
A época das (castanhas, lampreia...).

Pergunto-me se os reconhecerei, se me reconhecerão, se nos encontrarmos um dia sem pratos, sem talheres, sem entradas, sem a escolha do vinho, sem a sobremesa repartida porque aquela tarte apetitosa já não cabe.

Estou farto de comer bem. Quero só uma sopa, fruta, e uma sandes pró caminho, se der a fome. Talvez nos possamos juntar à volta do vinho, apenas. E falar, e contar, e mostrar coisas que não se dizem nem se mostram de boca cheia e talheres a tilintar.

Já não tenho estômago.

(Mas depois, como resistir àquele bacalhau na casa do...? E aquele naco que a... faz como ninguém?)